sábado, 20 de fevereiro de 2010

Meu avô é uma figura!


Meu avô é uma figura
Braços longos, muito abaixo da cintura
Vive a vida do seu jeito
Camisa social, calça de tergal
Amarrada quase que no peito
Postura altiva, tipo general
Ama sua família, tem ar patriarcal
Conversar com ele é viajar ao passado
Fatos vividos, carros antigos, patrões conquistados
Em minha infância, foi o maior vilão
Exigia modos, silêncio, educação
Não conseguia ver seu grande coração
Mas criança pequena não quer saber disso não
Tem dezenas de frases de efeito
Que repete sempre pra chamar atenção
A gente cai no riso, não tem jeito
E acaba incorporando-as, feito maldição
Sempre foi meio ranzinza, preocupadão
Quer todos sentados à mesa e ele não
É o último à servir-se na hora do jantar
Observa se a comida vai dar pra todos, não vai faltar
Em seu prato esvazia o vidro de pimenta até a metade
Diz que nunca encontrou uma que ardesse de verdade
No fundo gosta de chamar atenção
Depois fica entalado, olhos fechados, segurando a testa com a mão
Sua preocupação é tanta que virou obsessão
Quer saber se todos chegaram bem em casa
Não dorme sem antes fazer a ligação:
¨Alô? Chegou? Tá tudo bem? Descurpe se incomodo!¨
Para todos a mesma coisa, sempre do mesmo modo.
Queria morar em sítio, ter uma horta
Como não dá, planta na caixa d’água, não importa
Faz da casa seu palácio, onde reina
Viajar? Nunca, sempre teima
Já criou cão, peixe, gato, passarinho
Mas não quer que façam barulho, não incomode o vizinho
Faz palavra cruzada, é craque em sudoku
E sempre discute com a vó, que sufoco!
Mas é briga de casal, rotineira, constante
Já virou mania, coisa irritante
Se contrariado fica nervosão
Xinga , bate na mesa, fala palavrão
Falar besteira perto dele é um problema
E hora de ¨cantar parabéns¨ vira dilema
Mas todo mundo sorri, fala entre dentes
Por que na hora da piada ele nunca está presente?
Acho que quer permanecer durão
Ser respeitado, manter reputação
Sempre foi direito, mais honesto não existe
Talvez até ingênuo, sua pureza resiste
Quer ajudar à todos, sempre insiste
Pra isso ganha força, o corpo resiste
Então me lembro que em todas as horas lá estava ele, presente
Embora às vezes, quisera ficar em casa, reinando, ausente
E mesmo ele sendo assim, uma figura
Todos temos algo dele, uma mistura
Até hoje, mesmo gerando polêmica e contradição
Ninguém resiste ao seu charme, gentileza, educação
Um caráter precioso e um imenso coração
O melhor avô do mundo, jóia rara,
Verdadeiro paizão...

À ti, vô Angelo, todo o meu amor...

Sua neta Virvinha

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Escrever, uma vontade irresistível!

Só o que dá tanto prazer quanto escrever é ler! Mas chega uma hora que a cabeça fica com tanta informação que a gente precisa deixar alguma coisa sair. O que esperar do resultado? Podem achar muitas coisas, mas o que importa é que saiu e pode sempre melhorar! Então foi assim....

Preces - Foi onde tudo começou, a vontade irresistível de escrever as preces que brotavam do meu coração. Intuição? Doidera? Sei lá ...

Poemas - Depois vieram os poemas, tímidos, às vezes ridículos à meu ver em cada releitura, mas saíram e isso é o que importa.

Crônicas - A vontade irresistível apareceu novamente após ler um livro de crônicas. Pensei: ¨Poderia começar por aqui, vamos ver no que dá...¨

Romance - Este é um projeto ainda em andamento. Uma das várias coisas à alterar é o nome da personagem principal Helena (deixa pro Maneco né!).

Livro Infantil - Se eu falar que também tenho um iniciado vocês vão pensar: ¨Peraí , uma coisa de cada vez não é?¨. O que eu faço se aparece na cabeça tudo ao mesmo tempo agora?

Um dia ouvi de um grande amigo doutor dizer: ¨Mas filha você pensa muito!¨
Então publicarei aqui periodicamente o que foi surgindo neste período, para que voces também acompanhem meus erros e acertos (tomara que mais acertos!). Quem sabe assim, deixando as coisas saírem, eu consiga aplacar até uma antiga companheira chamada enxaqueca? Acho que esse doutor sabia das coisas...

Luz à todos!

Virvinhas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A s pérolas do início


Olá pessoal, enfim criei coragem...
Mas de quê?
Eu explico: de mostrar as minhas pérolas mais preciosas, ou seja, meus escritos.
Pode parecer bobagem para alguns mas com certeza, todo aspirante à escritor ou quem simplesmente coloca no papel aquela emoção ou pensamento mais profundo, terá um grande receio inicial de mostrar à alguém.
Quantos já estão no lixo? Ou guardados à sete chaves nas gavetas do mundo? Pessoas com personalidades diferentes e que de uma hora para outra sentem aquela vontade irresistível de colocar no papel aquilo que pensam, que sentem ou algo que aconteceu e querem contar para o mundo mas não somente pra as pessoas que conhecem.
Tem gente que pensa tanta coisa linda e para quê guardar? Pode ajudar a fazer uma conexão com alguém que esteja pensando a mesma coisa, com a mesma sintonia, pode aproximar, motivar, realizar....
A gente sempre lê também tanta coisa bonita, já concordou, discordou, mas achar que o que escrevi não pode ser publicado jamais é criar o meu próprio crítico carrasco. Alguém já se sentiu assim?
Pois resolvi fazer a informação circular aqui mesmo neste blog de Escritos dos não escritores¨. E podem palpitar se quiserem, mandarem os seus próprios ecritos, frases ou reflexões. Seremos como ostras que podem produzir coisas realmente preciosas, ou não, mas se não as abrirmos nunca saberemos não é?
Eu já tenho várias pérolas e todas preciosas para o meu coração. Mostrarei-as periodicamente aqui.
Para finalizar queria mencionar que esta coragem veio da lembrança de um ensinamento de um professor de Yoga que tive em São Paulo, o Gérson, que nos ensinava à passar o conhecimento do Yoga com responsabilidade e respeito, nos tornando um elo forte da grande corrente de transmissão que existe desde sua criação há cerca de 5.000 anos.
Então fiz uma analogia: se há nestas minhas pérolas amor, respeito e boa intenção; elas formam a grande preciosidade que eu sou, são a pureza do meu eu mais profundo e a beleza do ¨elo da corrente¨ que represento na grande obra do Criador.
Coragem à todos!

Virvinhas